Executiva Estadual

A gente não quer só polícia, meu camarada...

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As UPPs, Unidades de Polícia Pacificadora, implantadas em algumas comunidades do Rio, vêm sendo alvo de muitos aplausos por parte da opinião publicada e da população. Diga-se de passagem: a imensa maioria dos moradores de comunidades “aquinhoadas” e, mesmo aqueles cidadãos residentes nas favelas ainda não atingidas, apóiam essa mais nova descoberta de Cabral.
A pretexto de inibir o varejão do tráfico - armado e ilícito - de entorpecentes, um arremedo de operação de guerra vem sendo engendrado.  O combate à causa, às raízes dessa problemática, por motivos irreveláveis, continua num plano secundário. Se é que algum plano existe.  Armas e entorpecentes passeiam por nossas fronteiras, certamente contando com uma "diversidade unificada" de políticas facilitadoras. A ingerência da politicagem no aparato da segurança pública, a corrupção sistêmica e  o despreparo dos agentes são de conhecimento geral.  As horrendas condições de trabalho e a péssima remuneração de nossos policiais também nos dão algumas pistas para desnudarmos essa questão. Junte-se aí a substituição do indispensável - mas "escanteado"  - uso da inteligência pela truculência.   
O que há nas favelas, não se deve negar, é a ponta visível e "mais violenta" desse mega negócio transnacional. Onde meros proletários, engrenagens descartáveis dessa poderosa usina, cuidam, com zelosa e inconsciente subalternidade, da mais-valia do narco-capital. Por essas e outras e, como historicamente acontece, fica economicamente cômodo, é claro, criminalizar a pobreza. Atacar a banda mais vulnerável, fulminando o inimigo e varrendo o gentio para as periferias - danem-se os "efeitos colaterais". É a mão pesada e calejada do Estado arcaico, meramente policialesco.

 

Resolução do Diretório Estadual

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O Diretório Estadual do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL, reunido em 15 de maio de 2010, delibera em relação à disputa ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro: “Ratificando a decisão da Conferência Eleitoral, indicar o companheiro Milton Temer como candidato prioritário ao Senado, hierarquizando o tempo de TV, os recursos financeiros, materiais e políticos, tendo como eixo esta política. Deliberamos ainda que a segunda vaga que por determinação legal deverá ser preenchida, estará à serviço desta política.” Decisão aprovada por 19 votos a favor, 0 contra e 5 abstenções.
 
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