Executiva Estadual

Nota de falecimento

PDF Imprimir E-mail
É com grande pesar que informamos o falecimento do companheiro João Batista Pinheiro no último dia 21 de maio. Fundador, primeiro presidente municipal, candidato a vice-prefeito em Maricá (2008) e atualmente membro do diretório municipal do Partido Socialismo e Liberdade.
 

Polícia para quem precisa de polícia. Mas a vida em primeiro lugar!

PDF Imprimir E-mail
Mais uma vez uma operação policial termina em tragédia. Em tempos de pacificação mais um inocente foi morto. Seu crime: utilizar uma furadeira em sua residência.
Foi ontem no morro do Andaraí, uma tragédia considerada pela política de segurança do Governador Sérgio Cabral como um “dano colateral”.
Provavelmente em sua casa, como na minha, podemos nos aventurar a trabalhos domésticos sem medo de levarmos um tiro. Mas na favela não é assim. Como nosso companheiro Marcelo Freixo sempre repete: “Paz sem voz, não é paz é medo”.
O agente de segurança que, apesar de pertencer ao Batalhão de Operações Especiais, confundiu uma máquina de furar com uma arma, não é o principal responsável. Ainda que ele não tivesse o direito de fazê-lo, pois se para nós, leigos, existe semelhança, para ele - um especialista - tal fato não poderia ocorrer, ele segue a cartilha da guerra.
Não haverá segurança, sem que a defesa da vida esteja em primeiro lugar. O menino João Hélio, a engenheira Patrícia e tantos e tantos outros, já pagaram com suas vidas provando a ineficiência desta política de confronto permanente como mais este chefe de família. Até quando teremos de esperar, Governador? Quantos inocentes mais terão de pagar por esta política insana?
O agente de segurança precisa de melhor treinamento, condições de trabalho e remuneração justa. As operações policiais precisam ser precedidas do trabalho de inteligência e da permanente investigação.
Em vários países do mundo, o trágico episódio não teria o triste fim que assistimos. Um policial treinado e preparado diante de uma situação de risco e de suspeita de um marginal armado, que não havia feito nenhum disparo, buscaria se colocar em segurança, chamar reforço e proceder um cerco para efetuar a prisão do criminoso. Na cidade maravilhosa, a ordem parece ser: atirar primeiro e perguntar depois.
Quem apertou o gatilho errou, não poderia fazê-lo, mas o responsável é o Governador Sérgio Cabral e o estímulo à política do confronto. Até quando Governador? Até quando?

Com pesar,

Jefferson Moura – Presidente do PSOL RJ
 
JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL