Deliberações do Diretório Estadual

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O nosso ponto de partida são as resoluções política e eleitoral do Diretório Nacional. Seguir construindo, nas lutas do povo e dos trabalhadores, o Partido Socialismo e Liberdade como um novo partido contra a velha política! Nas agendas de rua, nos atos e mobilizações, o nosso partido tem sido parte do esforço de recomposição da esquerda brasileira que não perdeu o horizonte utópico e o objetivo estratégico do socialismo com democracia.

Temos nos movimentos sociais a inspiração de resistência e persistência na defesa dos mais diversos direitos – à moradia, à educação pública, à saúde, à informação, à segurança, à vida saudável, ao respeito às minorias. Somos parcela importante no processo em curso, de reestruturação do movimento sindical – na Intersindical e na Conlutas. O processo de lutas do partido se expressa também na combativa ação de nossos parlamentares. Nesses tempos em que muitos perderam suas bússolas éticas e programáticas, reafirmamos que partido é programa, é respeito a princípios, é fidelidade à sua doutrina. E desta forma, os mandatos do Chico, Marcelo e Eliomar, assim como Renatinho e Paulo Eduardo em Niterói, têm pautado sua atuação, fazendo frente à direita que se reaglutina em torno de governos ou travestida de oposição. Fazem a luta cotidiana no combate à corrupção intrínseca ao capitalismo.

O papel cumprido pelo mandato Marcelo Freixo, nas denuncias dos escândalos do bolsa fraude e do cafezinho superfaturado, na representação contra o deputado Álvaro Lins e na criação da CPI das milícias, alem da coragem e da disposição de luta, revela o profundo compromisso com a luta estratégica inspiradora de nosso projeto de defesa dos trabalhadores e das organizações populares.

A oposição intransigente ao prefeito César Maia realizada na Câmara Municipal por nosso vereador, o companheiro Eliomar, é outra expressão de nossa ação política de combate à corrupção e aos interesses do grande capital, como na luta contra as máfias que controlam o transporte público sem licitação.

Uma dinâmica que articula a luta parlamentar com as lutas e causas populares, consolidando o papel do PSOL na cidade e no Estado do Rio de Janeiro como um partido de combate intransigente contra a corrupção e os desmandos dos esquemas neoliberais que avassalam as distintas esferas de governo. No quadro marcado pelo desencanto com a política, intensificado por aqueles que abandonaram as bandeiras históricas dos trabalhadores e hoje são gestores do mercado e mediadores das tensões políticas em favor da institucionalidade conservadora, somos oposição programática aos governos Lula, Cabral e César com suas respectivas máquinas.

Neste ano, na disputa pela prefeitura do Rio, o nosso partido definiu a candidatura do companheiro Chico Alencar como uma de suas prioridades nacionais. Lutar por um choque de poder público com controle popular, como o próprio companheiro tem dito, significará rompermos com nossa força militante os esquemas milionários que cercam as grandes campanhas. O “bispo” Crivella, Jandira e o desconcertado Molon disputam a representação governista, questão que se reduziu a quem é mais amigo de Lula. Gabeira segue tentando equilibrar-se entre o discurso da modernidade e os interesses do PSDB, que levam seu vice, o deputado estadual Luis Paulo, a defender a libertação de Álvaro Lins. César Maia continua em campo com Solange Amaral e o PMDB, após chutar Molon, busca alternativas com Eduardo Paes, candidatos conservadores e apoiados por poderosas máquinas.

 

O PSOL tem a oportunidade e a obrigação de enfrentar o importante desafio, no diálogo amplo com a população, com uma forte campanha que afirme a possibilidade de mudar a cara do Rio de Janeiro, com Chico prefeito e uma forte bancada de vereadores. Nosso candidato tem uma história de luta inquestionável, nossa cidade acolheu nas eleições presidenciais a companheira Heloísa como alternativa, tivemos mais de 21% dos votos. Este patrimônio nos coloca sobre os ombros a responsabilidade de apresentar uma alternativa socialista para o povo do Rio de Janeiro.

Nosso partido disputará a prefeitura com chances reais, temos de dar conseqüência a este desafio, a partir de nossa convenção dia 20. Ocupar as ruas com a nossa combativa militância para eleger Chico prefeito, reeleger Eliomar Coelho e ampliar nossa bancada de vereadores. Essa hierarquia de prioridades tem um sentido político: somente uma forte campanha majoritária e o chamado no voto 50 possibilitará um resultado positivo. A reeleição do único vereador do partido passa por reconhecer a contribuição deste parlamentar em nossa caminhada e por fortalecer o PSOL. Não haverá vitória eleitoral se nosso partido sair derrotado na Câmara sem reconduzir o companheiro Eliomar a um novo mandato de luta. O PSOL tem de tomar a campanha proporcional como uma campanha conjunta com centro em nossa legenda, que garanta tempo de TV a todos os companheiros, mas que tenha consonância com o fortalecimento do partido e não somente com a disputa eleitoral.

 

O PSOL tem se construído a partir da base, em muitas cidades de modo espontâneo. Podemos e devemos nos apresentar à classe trabalhadora, aos estudantes e a classe média empobrecida como alternativa de representação política com capacidade de adquirir influência de massas. Uma representação política capaz de atrair não apenas uma reduzida minoria com posições revolucionárias, mas parcelas de vanguarda e até de massas com consciência da necessidade de defender bandeiras históricas da esquerda brasileira e reivindicações imediatas dos trabalhadores e do povo pobre. As eleições jogam um papel decisivo, tanto para impedir que se afirme a marginalização político-eleitoral da esquerda socialista pretendida pelas classes dominantes, quanto para acelerar a recomposição do movimento de massas para que ele se recoloque no centro das lutas políticas. Para travar o bom combate, como foi deliberado em nossa Plenária Estadual, conduzimos o processo de discussão eleitoral com o PCB e o PSTU. Os companheiros do PCB por uma política nacional optaram por candidatura própria no Rio. Os companheiros do PSTU assumiram a campanha do Chico e avançamos no que irá conformar a Frente Rio Socialista. Seguiremos debatendo e organizando a proposta de campanha conjunta respeitando o peso político e o que os companheiros agregam de tempo na TV e rádio. Estamos trabalhando e tudo indica que na convenção do PSTU dia 19 será referendada nossa coligação a ser celebrada em nosso ato e convenção no dia 20.

O Rio será um dos principais centros de disputa eleitoral. Devemos apresentar um programa para a gestão da cidade na perspectiva do socialismo e da liberdade, com protagonismo popular e mobilização cidadã. Que tenha a transparência total de recursos como um de seus pilares. Que abra a máquina pública às demandas organizadas da população e que defina prioridades a partir das necessidades reais da maioria do povo trabalhador.

No dia 6 de julho iniciaremos a campanha. Contra as máquinas eleitorais do grande capital, vamos reafirmar o PSOL como um partido militante, inserido na organização do povo, que diz não à barbárie. Heloisa Helena, expressão aguerrida que conquistou os cariocas na eleição presidencial, estará conosco nas ruas. Vamos fortalecer o PSOL nos movimentos sociais, nas urnas e na luta pelo socialismo. Eleger o Chico prefeito é parte importante deste projeto. Vamos juntos.

RESOLUÇÕES

No domingo, 15 de junho, o Diretório Estadual deliberou por:

a) Organizar a hierarquia de nossas campanhas proporcionais, pelo esforço partidário de reeleição de nossos veradores, Eliomar Coelho (Rio de Janeiro) e Renatinho (Niterói). Repercutindo esta política nas prioridades de TV e investimentos materiais. O partido buscará consolidar o acordo com o PSTU, bem como organizar nossa campanha fazendo os esforços para garantir as figuras públicas como Babá, no Rio de Janeiro, Pinaud, em Niterói, possíveis para a disputa.

b) Quanto ao município de Duque de Caxias, a Direção Estadual delega à comissão provisória o encaminhamento da condução eleitoral.

c) Quanto ao município de Nova Iguaçu, indicou uma comissão composta pelo Secretário de Interior, Honório Oliveira, Janira Rocha, Rosi Messias, Rogério Alimandro e Marco André, afim de reunir-se e deliberar sobre os problemas políticos do município.

d) Quanto ao município de Nova Friburgo, autorizou as candidaturas proporcionais.